Faculdade, Saúde e Bem-Estar

Sobre o Curso com Dr. Paulo Gentil para Grupos Especiais

Quem me acompanha no instagram, principalmente no stories, sabe como foi meu sábado né?
Fiquei de 08:00 às 18:00 em curso com Dr. Paulo Gentil que tinha como tema “Treinamento Resistido para Grupos Especiais: Doenças Crônico Degenerativas”, e digo uma coisa: foi o melhor sábado “perdido” da face da terra! Digo perdido, porque muitos estudantes e até profissionais hoje em dia não querem tirar seus dias de folga para se atualizar, aprender mais, e sim ficar no ócio. Pois bem, peguei minha mochilinha e fui. E fui feliz, viu?!

Não disse que fui feliz??

Não disse que fui feliz??

Quem é Paulo Gentil?
O cara tem um currículo impecável! É cientista, vai atrás, testa tudo que quer provar. Não sai uma palavra da boca dele sem que ele tenha estudado ou mesmo feito estudos em cima do tema. O cara é fod¨$@%!!!

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O curso apresentou bases científicas e as orientações para prescrição segura e eficiente do treinamento resisto (musculação) em grupos especiais, além das bases fisiológicas de diversas doenças e medicamentos usados. Com isso, Gentil foi analítico e crítico em como estamos prescrevendo e como deve ser prescrito o treinamento resistido nesses grupos.
Os tópicos abordados foram:
• Câncer
• Doença de Parkinson
• Osteoporose
• Diabetes
• Hipertensão
• Sistema imune

O que tenho a dizer sobre o curso?

Bom, eu sou o tipo de pessoa que sempre foi muito clara para falar (muita gente confunde meu tom firme com tom de quem está brigando haha) e daquelas que só gosta de falar algo se conseguir passar segurança no que diz. E por ser assim, gosto de ouvir pessoas assim também. E o que mais me fascinou em Paulo Gentil foi isso. Ficou claro em tudo o que ele disse, que ele não só tem certeza plena do que diz, como ele vive aquilo o que diz. Ele é dono de academia, é professor universitário, tem grupo de pesquisa dentro da universidade, ou seja, pode e faz pesquisas sobre tudo o que quer, prova a teoria e a aplica. Daí saem todos os artigos científicos que ele tem publicado (sua grande maioria em inglês), que vamos combinar, são poucos não.

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Eu ainda não passei pela disciplina de grupos especiais na faculdade. Então, sem dúvidas, esse curso me deu bagagem para passar por ela com mais facilidade futuramente. Com isso, muitos assuntos dos tópicos foram novidade pra mim, mas de perfeito entendimento e fascinação. Sabe, eu tenho queda por grupos especiais. Na academia onde trabalho, eu sou aquela que sempre está orientando e ajudando os idosos ou os que mais têm dificuldades ou falta de coordenação, aqueles cheios de patologias, etc. Costumo dizer que tenho sangue doce para eles. Mas acho que é mais uma energia que nos une, pois o mistério por traz do problema do aluno me faz querer estudar sobre o assunto para fazer meu trabalho bem feito. Essas pessoas me instigam, e muito!

O curso simplesmente fez cair por terra diversas teorias que são aplicadas por muitos profissionais atualmente. E sinceramente, muitos que estavam lá custaram a acreditar. Mas é aquilo né, o cara (Gentil) provou por estudos e vídeos que é verdade! Então galerinha, vamos aceitar que vai doer menos. Mas por que eu digo isso? Vamos aos fatos…

Idosos (Osteoporose):

Como era: treinamento resistido com quase nada de peso, sempre achando que o idoso deveria ser poupado.

Como tem que ser: exercício intenso (menor número de repetições e maior carga) com impactos (caminhadas nas ruas sobre diversos tipos de solo) para aumentar a taxa de DMO (densidade de massa óssea). Repetições rápidas para trabalhar a potência e aumentar a força do idoso e baixo volume (quantidade de exercícios).

Doença de Parkinson:

Como era: treinamento resistido em máquinas para que o aluno tenha maior chance de conseguir executar e treinamento livre em bases instáveis, na tentativa de melhorar a propriocepção.

Como tem que ser: treinamento resistido com carga alta, em base estável, com força e potência (execuções rápidas) para superar a zona de tremor e com intervalos maiores entre as séries, preferência por pesos livres, e exercícios que recrutem maiores unidades motoras possíveis e de alta exigência neural (mesclar tipos e velocidades). Tudo isso com baixo volume, afinal, são pessoas cansadas de tanto fazerem movimentos involuntariamente. A musculação melhora as sinapses e com isso, há melhora nos movimentos desses pacientes/ alunos.

Diabetes:

Como era: musculação como é passado para qualquer pessoa.

Como deve ser: treinamento resistido tipo metabólico com séries múltiplas, com a orientação de não ingerir alimentos de alto IG após o exercício. A musculação melhora a sensibilidade a insulina. O exercício aeróbio é bom, mas sozinho pode até atrapalhar aumentando a insulina. O ideal é que esse aluno faça musculação com alta intensidade (baixa carga e intervalo menor entre as séries) e some a atividade aeróbica de alta intensidade (Hiit) para criar um déficit de glicose no sangue.

Sistema Imune:

Como era: nem sei. Nunca ouvi falar de alguém prescrevendo treino específico para quem tem Aids, por exemplo.

Como deve ser: treinamento resistido tensional, ou seja, mais carga, menor volume e maior intervalo entre as séries. Evitar atividades de baixa intensidade e prolongadas (como aeróbio) para inibir picos de adrenalina e cortisol (derrubam células imunológicas), além da sobrecarga metabólica. Evitar treinos noturnos e com academia muito cheia.

Câncer:

Como era: fazia musculação???

Como deve ser: treinamento resistido tensional começado juntamente com a terapia (não, não prejudica, pelo contrário). Com isso, o aluno ganhará massa magra, aumento da DMO, força e 1/3 de expectativa de vida! A maior atenção é a periodização e forma de treino para preservar o sistema imunológico do aluno. Respeitar a fadiga natural que as terapias ocasionam. Mesmo que esse aluno consiga treinar só uma vez na semana já é lucro pra ele. Mas tente 3 vezes na semana com ele sempre! Zero, jamais!

Hipertensão:

Como era: treinamento resistido com baixas cargas e muita atividade aeróbia contínua.

Como deve ser: treinamento resistido tensional (3, 4, 5 Repetições Máximas e 3 minutos de intervalo entre as séries). Sim minha gente, esse é o maior de todos os eventos que são feitos até hoje com cardiopatas. Os estudos que Gentil apresentou, foram feitos com cateter nas veias dos pacientes, mostrando que o aumento da pressão durante a execução do exercício é proporcional ao esforço e que há queda da pressão após o exercício, assim como há no exercício aeróbio. Porém, no treinamento resistido, você poupa mais o coração desse indivíduo com treinos mais curtos e intervalados (permitindo a frequência cardíaca voltar ao normal). No aeróbio, a frequência cardíaca aumenta, o débito cardíaco aumenta e com isso a pressão arterial aumenta e se você fizer 1 hora de exercício, a sobrecarga cardíaca vai ser de 1 hora, então temos opção mais segura e de tempo significativamente menor. A maior de todas as curiosidades que Paulo Gentil apontou para os hipertensos foi que pressionar um objeto nas mãos (ou manter um músculo contraído) em isometria (sem se movimentar) por um período de 45 segundos a 2 minutos (4 vezes), tem a mesma resposta hipotensora de um exercício aeróbico. Bora falir muitas indústrias que vivem de venda de medicamentos???? Porque né, quem não pode fazer isso em casa?

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Claro que todos os assuntos que abordei são mais intensos e rendem muito pano pra manga, então fui o mais clara e objetiva no foco da relação da musculação e esses grupos especiais. Não tem essa de poupar esse povo, pelo contrário, eles precisam ser muito mais estimulados minha gente. Por isso eu digo: cuidado ao deixar um ente querido dentro de algum desses grupos nas mãos de qualquer profissional. Ele tem que saber como lidar. Tem que saber!

Em resumo, o treinamento resistido, ou seja, a musculação é a base para manter a saúde e aumentar a nossa expectativa de vida. Porém, para cada caso ela deve ser prescrita de forma diferenciada. Por isso é muito importante que as pessoas sejam acompanhadas por um profissional de educação física especializado, pois estamos lidando com a saúde das pessoas e nesses casos, com pessoas que possuem a saúde fragilizada.

A musculação melhora muito a condição desses doentes. Eu vi o vídeo de uma aluna do Paulo Gentil que teve osteoporose e câncer, fazendo barra livre. Cara, eu não consigo fazer barra livre!!!! Não tenho força pra isso e a mulher lascou 6 RM em amplitude máxima na cara da sociedade. Ah, o detalhe: ela é idosa. Pronto, todos nós poderíamos ter dormido sem essa hoje.

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Então meus amores, acostume-se o quanto antes com a musculação, pois ela é prevenção pra tudo isso e até a recuperação. Não tem como fugir. Musculação é saúde, é vida! Vocês não tem noção das alterações fisiológicas que a musculação promove em nós, desde o sistema nervoso central, aos órgãos, músculos e ossos.

Aproveita que a semana está começando e partiu academia!

Espero que tenham gostado. Sorry pelo post longuinho 😬

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2 Comentários

  1. silvana

    1 de dezembro de 2016 at 7:24 am

    Caraca manooooo! Que aula hein!
    Quanta informação importante e super interessante, principalmente a parte do “como é hoje” e “como deveria ser”, que babado…
    Eu não vejo a hora de começar a fazer aulas na academia, só estou esperando a turbulência de contas do casamento acabar e lá se vou me matricular 😉
    Adorei o post Bru, ficou ótimo, super claro e explicadinho <3

    bjs

    http://www.tpmbasica.com.br
    youtube.com/tpmbasica

    1. Bruna Bussular

      7 de dezembro de 2016 at 11:33 am

      Obrigada amore
      Não deixe de se programar para ir viu?
      Beeeijos 💋💋

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