Faculdade

Faculdade: aula sobre deficiência visual

Uma prática e tanto!

Heeellooow peopleee! Como estão? Hoje vou trazer uma vivência universitária para vocês.

Em uma bela quinta-feira, meu professor da disciplina de Diversidade e Inclusão entra em sala de aula, munido de bastões e vendas, nos informando que a aula seria uma vivência da deficiência visual.
A primeira coisa que me veio a mente foi: meu Deus, como vai ser isso?
Por que né, nunca estive em uma situação dessa de modo sério, só mesmo em brincadeiras de cabra-cega…

A missão foi dada em duplas, onde uma pessoa seria o guia e a outra pessoa o deficiente visual. O percurso foi sair da universidade até o shopping Vila Velha, no último pavimento, ou seja, a praça de alimentação. No retorno os papéis foram invertidos.

Vamos às considerações:

Ser Guia:
Na ida ao destino meu papel foi ser guia. Eu me senti totalmente responsável pela pessoa que eu conduzia. Imaginava que qualquer coisa que viesse a acontecer com ele, seria culpa minha.
A responsabilidade do guia é muito grande e tem que ser levada muito a sério. É de extrema importância que a pessoa saiba se colocar no lugar do deficiente visual para assim ter comprometimento com a função.

Aula-Deficientes-visuais-3-for-webEstar sempre a frente é regra. Primeiro você passa e depois o deficiente visual passa com segurança, pois sabe que você já passou e deu tudo certo.

Aula-Deficientes-visuais-2-for-webOutra regra básica é sempre informar ao deficiente visual o que está acontecendo e o que ele deve fazer. Dê sempre dicas e orientações.

Ser Deficiente Visual:
No retorno meu papel foi ser o deficiente visual. Meus olhos foram vendados totalmente e eu passei a ser conduzida pelo meu guia Cicinho Rodrigues.
No primeiro passo que dei, meu coração apertou. A insegurança tomou conta de mim e por alguns momentos tive pânico por não saber o que iria acontecer, aonde eu ia pisar, se poderia cair, se poderia ser atropelada. Enfim, todas as coisas negativas vieram a minha mente naquele momento. Eu estava no último pavimento no shopping e a sensação que eu tinha era de que o chão iria se abrir e eu iria parar lá em baixo de uma vez.
Entretanto, fui muito bem conduzida, e por sinal, Cicinho tentava me “acalmar” a todo tempo.

Aula-Deficientes-visuais-4-for-webEu feliz por ter descido a escada e dado tudo certo.

Tudo ocorreu muito bem, tanto na ida quanto na volta e o que fica é muito mais do que uma lição:
Você só vai dar valor, respeito e importância a condição da deficiência do outro, se já tiver passado pelo o que ele passa diariamente.
As vezes passamos por deficientes visuais, físicos e até mentais pelas ruas, olhamos, seguimos e no minuto seguinte nem lembramos mais do assunto. Isso porque não é habitual passar pela situação que o professor nos colocou, por exemplo, o que eu achei de extrema importância, afinal estamos nos preparando para sermos professores e respeitaremos, sem dúvidas, muito mais nossos futuros alunos deficientes, seja de qual natureza for.

E com isso, passei a perceber como a nossa cidade não é estruturada para essas pessoas, como eles “se viram nos 30” muito bem. Por onde andei, não vi semáforos sonoros, não havia rampa no canteiro central, não haviam placas em braile, enfim, e o que havia né?

A minha dica é: respeite! E sempre que tiver a oportunidade, ajude!
Porque se fosse você nessa situação, tudo isso seria muito bem vindo e desejado, não tenha dúvidas.

Relate aqui sua experiência com esse assunto.

E claro, como não passaria em branco, alguém sempre tem que passar vergonha né? Tipo eu…

Beeeijos!

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